quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Indesejadas - Kristina Ohlsson


Sinopse

Uma garotinha desaparece de um trem com destino ao centro de Estocolmo. Parece ser um caso clássico de disputa familiar pela guarda de uma criança. No entanto, quando a menina é encontrada morta no extremo norte da Suécia, com a palavra “indesejada” escrita na testa, o caso toma proporções críticas. Em outra parte da Suécia, uma jovem vive oprimida pelo homem que um dia pensou ser seu príncipe encantado – e ela sabe melhor do que ninguém o motivo pelo qual a menina sumiu. A analista criminal Fredrika Bergman, a única com formação acadêmica entre os policiais, trava uma difícil batalha para conduzir o caso por uma linha de investigação diferente daquela escolhida pelo restante da equipe. O caso ganha contornos dramáticos, e o que todos temiam não pode ser evitado. A equipe deve se apressar para chegar ao agressor antes que mais vidas sejam perdidas.

Resenha

Ultimamente tem sido difícil encontrar uma série policial que realmente me dê gana de acompanhar. Há muito que procuro uma série que me faça me apaixonar pelos personagens e aguardar ansiosamente pelo próximo volume. E quando soube do trabalho de Kristina Ohlsson, tive esperança de que me encontraria novamente numa série policial. Comecei a série pelo segundo livro, do qual gostei bastante, só um pequeno detalhe no final que me incomodou e parti então para o início de tudo, lendo esse primeiro volume.

Há um grande destaque para a equipe policial que investiga os crimes, a autora explora a fundo a vida pessoal dos três detetives e acho isso bacana quando os personagens são interessantes, o que não é bem o caso. Fredrika, que seria a protagonista tem um passado traumático, uma paixão pela música que não pôde ser plenamente realizada e um relacionamento não muito convencional. Ou seja, tinha tudo para ser uma grande personagem, mas não tem carisma. Não consegui me conectar com os dramas da heroína, achei-a apática demais. Como detetive a achei competente, com uma mente analítica, chegando à conclusões muito antes de seus parceiros. Mas mesmo assim, faltou paixão em seu trabalho. Alex, seu chefe, até que é um cara legal, mas sua vida pessoal não tem conflitos. Pelo menos não no primeiro livro. Só Peder, o detetive esquentadinho, foi quem conseguiu me cativar, com seu temperamento forte e seus problemas matrimoniais. É o único da equipe que parece ter sangue nas veias.

A trama policial é boa, mas também não é tão empolgante assim. O início é bem intrigante, o desaparecimento da criança e a maneira como ela é encontrada, com a palavra "indesejada" escrita na testa tem um apelo dramático muito forte. A motivação do crime é um grande mistério e à medida que fica claro que a chave do segredo está na mãe e não na criança, esmiuçamos seu passado junto dos detetives, procurando pistas em cada interrogatório que fazem com seus parentes, amigos e conhecidos. O livro tem muitos personagens. São diversos pontos de vista, inclusive o da cúmplice do criminoso, que sofre um relacionamento abusivo com ele. Mas, apesar de sua narrativa aos poucos esclarecer ao leitor alguns detalhes de como os crimes foram cometidos, sua real identidade permanece oculta até quase o final.

O final me frustrou bastante no que se refere à identidade do assassino. Esperava uma surpresa, que não aconteceu. Mas teve bastante emoção, com uma situação bem tensa nas páginas finais. O texto de Kristina é bem fluído, as páginas voam sem que se perceba, e talvez tenha sido por isso que terminei a leitura tão rápido. Não pela trama ser envolvente, mas pela escrita fluída, dinâmica, alternando os pontos de vista. A autora dosa muito bem as cenas de investigação com a vida pessoal dos personagens, além das rixas entre os investigadores. Por ter havido um desenvolvimento maior das tramas pessoais de cada um dos investigadores no segundo livro, vou prosseguir com a série e ler o terceiro, Desaparecidas, que parece bem sombrio e conto pra vocês se vale a pena continuar acompanhando a série.

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